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Mamãe sem filtro: Conheça a história da Aline e os gêmeos

Eles trocaram olhares uma única vez, e num vôo que poderia ser só mais um, começou uma incrível história. Parece conto de fadas, talvez seja, mas ela diz que foi tudo destino e sorte. Calma, vamos começar do início.

A entrevista foi feita de forma remota e assim que a câmera ligou, Luna apareceu na câmera dando tchauzinho. O irmão, Nick, estava dormindo com o pai, David. Os bebês estão com 2 anos atualmente e pelos relatos na entrevista, são bem levados e brincalhões. As aparições surpresas na chamada fazendo caretas e rindo confirmam isso. Falando em surpresas, são muitas na história do casal. Ou podemos chamar de destino.

Aline e David se conheceram em 04 de junho de 2011, num aeroporto na Europa, quando ela trabalhava como modelo e ele, embarcado. “Minha mala quebrou, então fui à uma loja no aeroporto e comprei uma nova. Passei por ele na frente da loja e pensei ‘nossa, que gracinha’, mas não liguei muito porque precisava arrumar a mala nova e correr para meu voo, que ia para a Malásia.” Ela só não esperava que ele também estaria no mesmo voo!

“Quando reparei nele entrando no avião, fiquei atenta pra ver onde ele ia se sentar, e ele me contou tempos depois que ficou pensando se ia sentar perto de mim também. E, olha só, o assento dele era do lado do meu! Eu lembro que levei um livro e não li absolutamente nada dele.” Aline comenta, rindo. Os dois começaram a conversar e David disse que era aniversário dele naquele dia. “Eu não acreditei quando ele disse a idade dele e pedi pra ver a identidade! E o pior é que ele mostrou! Quando vi que não era menor de idade, foi só alegria!”

“Trocamos Facebook e ficamos conversando online por um bom tempo, até que surgiu a oportunidade de um trabalho na Indonésia, e ele me disse para eu avisar quando estivesse lá, para me visitar”. Uma coisa levou a outra e quando se deram conta, Aline estava buscando David no aeroporto. Os dois dividiram um apartamento enquanto ficaram no país. “Ali foi a prova de fogo, ou ia ser problema ou ia ser casamento, não tinha meio termo!”. A história parecia já estar escrita.

Se alguém perguntar se foi destino, a resposta deles é, com certeza, que sim. “A loucura é que, no voo onde nos conhecemos, ele embarcou atrasado e eu não quis remarcar minha viagem, por isso estávamos no aeroporto naquele dia. Minha agência (de modelos) queria me agendar para outro mês, mas eu insisti em viajar naquela época, e ele devia ter embarcado uma semana antes, mas ficou doente e precisou repousar. Se não fosse isso, não teríamos nos encontrado.” Vai dizer que foi só coincidência?



“Olha quem chegou!” diz Aline apontando a câmera para David, que desce as escadas com Nick no colo, ainda sonolento. Retomamos então a história na Indonésia “Decidimos o nome dos gêmeos na viagem, sem nem mesmo saber que um dia poderíamos ter de fato gêmeos. Gostamos de Nick e Luna, na verdade, agíamos como se fosse certo ter esses nomes. Quando víamos algo de menina a gente combinava de comprar pra Luna quando ela nascesse ou, se visse um bebê muito fofo, dizíamos que o Nick seria assim… Todo mundo ao redor sabia que seria Nick ou Luna, mas os dois de uma vez foi uma surpresa geral.” completa Aline.

Entre as embarcações de David e os trabalhos de Aline, eles continuavam firmes e fortes. “Desde que voltamos da Indonésia queríamos ficar juntos sempre que possível, então quando ele voltava das embarcações a trabalho, eu ficava na casa dele ou ele na minha até que precisássemos trabalhar ou resolver alguma coisa”. O noivado veio no aniversário de 4 anos de namoro, em 15 de setembro de 2015, na Lagoa, aqui no Rio. “Fui acordada com um vestido lindo de presente, e o resto do dia foi surpresa. Tomamos café passeando, jantamos num restaurante super chique e quando estávamos caminhando pela orla da Lagoa, ele se ajoelhou” - ênfase no ajoelhou! “e me pediu em casamento. Eu disse sim na hora!” Ela mostra as alianças (de noivado e casamento) e conta, “Ele comprou a aliança do casamento junto com a de noivado, é um conjunto que usamos juntos, olha só a confiança desse homem”. Dá pra ouvir a risada de David ao fundo da chamada.

O casamento, novamente, foi dia 15 de setembro, mas de 2016. “Todas as nossas datas são dia 15 de setembro, além de não esquecermos, mantemos a data especial pra nós. A festa mesmo foi numa quinta-feira, e o David precisou embarcar seguido duas vezes pra conseguir estar livre pro casamento, quase me caso sem o noivo presente” ela conta rindo, mas como podemos ver nas imagens, tudo correu bem e o casamento foi lindo. Aliás, se você achou que Aline não fez seu vestido de casamento, achou errado! “E pra ser diferente, eu me casei de cinza claro e tinha um vestido pra cerimônia e um pra festa, e David casou de azul pra destacar dos convidados, já que estavam todos de preto.” Tudo caminhava como planejado por eles, desde o início do relacionamento.



“Parece loucura, mas eu realmente desejo que todos os casais tenham um casamento como o nosso. É tudo muito leve, temos problemas, claro, mas as brigas são muito pequenas comparadas a parceria e o carinho que temos um pelo outro. Somos muito amigos, a gente se diverte muito. Acho que esse é o principal, a gente passa o dia inteiro rindo, fazendo graça um pro outro, com as crianças, tudo flui muito bem, sempre fomos assim, um casal brincalhão e unido.”

A gravidez

A mamãe dos gêmeos agora conta a história deles, desde a descoberta da gravidez até o nascimento, e, novamente, o que não faltou foi emoção e surpresas! “Estávamos tentando engravidar por um tempo, e eu já havia perdido um bebê antes, então tentava não criar expectativas para a consulta com minha médica”, ela diz, “Até brinquei com o David, dizendo que pra gente se surpreender mesmo, só sendo dois bebês, mas não era sério, meu exame de sangue mostrou o nível de HCG baixo, e quando são gêmeos, os números logo disparam”. Ao chegar na consulta, eles não estavam muito preocupados em filmar a reação ao ver o bebê, para controlar as expectativas. “Eu devia ter filmado! Quando a médica me disse ‘são dois’ eu quase gritei. Eu ficava dizendo ‘O que? Como?’ e David não parava de rir. E no fim das contas, não é que eu estava certa?”.

Com o avançar da gestação no fim de 2018 e recomendações médicas para repousar, descansar e evitar pegar peso, ela decidiu encerrar as atividades de seu atelier de vestidos de noiva, que estava em atividade desde 2013. “Eu não podia carregar caixas, ficar me abaixando e as demandas que eu tinha envolviam esses esforços o tempo todo, então acabei optando por fechar e curtir a gravidez em segurança.”



No dia do chá de bebê dos gêmeos, o casal teve uma surpresa. Aline teve um pequeno sangramento, o que alarmou os dois. “Logo fomos para o consultório da nossa médica, ela fez uma avaliação geral e disse que estava tudo bem, não tinha nada que indicasse problema ou algo do tipo, então seguimos com a festa.” A festa, de acordo com os pais, foi um sucesso! “Comemos bastante, eu não parava quieta, dançava, andava pra lá e pra cá, cumprimentava as pessoas o tempo todo, foi maravilhosa", relembra Aline.

“Hoje eu dou graças que convenci o David a fazer as fotos de gestante na semana dele viajar a trabalho. Ele geralmente tira a semana para descansar, mas se não tivéssemos feito naquela semana, não teríamos uma foto de barrigão em família para mostrar!” comenta Aline.

No entanto, alguns dias depois, ela entrou em trabalho de parto! “Lembro que dormi muito mal, sentindo muitas cólicas, e fui até a maternidade me consultar. Quando chegamos lá, eu descobri que eram contrações e que eu estava com 3cm de dilatação! Imagina o desespero? Fui fazer uma consulta e fiquei internada.” A mãe relembra da situação enquanto ao fundo da chamada, uma pequena Luna arranca as meias e fica sorrindo e acenando. “Como eles tinham só 6 meses, me aplicaram injeções que iam ajudar na maturação do pulmão deles, que ainda não estavam 100% desenvolvidos, afinal, eles podiam nascer a qualquer momento, embora minha médica me dissesse que não ia deixar eles saírem de dentro de mim”, ela conta rindo, embora diga que no momento em que tudo aconteceu, foi muito assustador.

“Me colocaram de repouso absoluto para a gravidade não facilitar o parto, até porque o Nick já estava encaixado.” No entanto, parece que o plano dos bebês não era ficar na barriga da mãe. “Eu tive outro sangramento no hospital, e comunicamos o médico responsável, já que a minha passava somente em visitas. 30 minutos após o aviso, eu estava a caminho da sala de parto, com quase 10cm de dilatação e pronta pra dar a luz.” O parto, no entanto, foi uma cesárea, pois os bebês não tinham força para se empurrarem para fora num parto normal. Os gêmeos Nick e Luna chegaram ao mundo com 4 minutos de diferença entre eles, ela nasceu com 1,010kg e ele, 925g. A equipe que estava de prontidão era grande, médicos de vários setores do hospital se juntaram no parto dos pequenos. “Cabiam na palma da minha mão. Foi assustador, eles mal saíram e já correram para entubá-los, eles ainda não sabiam respirar sozinhos né.” relembra Aline, visivelmente emocionada.

“Eu sonhava com a maternidade há um tempão, então foi muito estranho passar por essa situação, porque aquele amor incondicional que toda mãe fala sentir assim que vê o bebê, eu não senti de cara, e me senti muito culpada por isso. Ninguém se prepara pra ser mãe de um bebê prematuro, você simplesmente cai de paraquedas num mundo que não conhece, é assustador.” comenta Aline. Ela relata também que o suporte da psicóloga da maternidade foi indispensável para passar por esse processo “Uma das primeiras coisas que ela me disse foi que eu não devia me sentir culpada, pois eu não era responsável pela situação de forma alguma, e que o carinho e o amor viriam naturalmente, com o tempo, pois eu ainda estava assimilando tudo”.



Os gêmeos ficaram internados mais de 70 dias, e Aline acredita que eles passaram por um aprendizado de como viver para hoje estarem aqui. “Eu fazia a extração de leite no lactário da maternidade junto com várias outras mães de prematuros, então fizemos daquele momento um grupo de apoio, o grupo existe até hoje, inclusive. Duas mães viraram minhas melhores amigas, até, compartilhamos muita coisa entre nós. Lembro que uma delas me disse ‘aqui é uma montanha russa de emoções, se prepare’ no meu primeiro dia na UTI. Conversávamos muito, foi muito mais fácil passar por aquilo com elas e com o suporte da minha família.”

“Eu não preparei mala de maternidade, nem dos bebês, nada. Isso também impactou muito pra mim, as malinhas que tinha comprado pra eles nem estavam perto de chegar, eles só tinham 6 meses, não devia me preocupar com a mala de maternidade naquela altura. Minhas cintas, roupas pós parto, tudo isso ficou com o David e minha mãe, que saíram pra comprar tudo enquanto fiquei internada com os bebês.” ela continua “As fraldas pros gêmeos que o hospital tinha não cabiam pois eram muito grandes, usavam elas dobradas. Nisso, descobrimos que a Huggies oferece fraldas para nenéns prematuros por doação, basta colocar as informações no site deles e você recebe em casa. Assim garantimos que o Nick e a Luna tivessem fraldas por um tempo até que pudessem usar as que ganharam no chá de bebê. Hoje eles já estão na XXG, são enormes!”

Ela relembra com carinho de outros momentos “Durante a gravidez eu cantava muito pra eles, músicas que eu inventava mesmo, e lembro que, quando visitei eles na UTI pela primeira vez, eu cantei eles, e eu sei que é reflexo dos bebês se mexerem com som, mas quando vi eles sorrindo com minha voz eu soube que ia ficar tudo bem.” ela então conta do período de carnaval no hospital “A avó de um dos bebês internados preparou fantasias para todos eles, assim podíamos curtir o carnaval mesmo dentro do hospital. Foi muito gentil da parte dela, as fotos dos bebês ficaram umas graças!”







Continua “É estranho falar dessa forma, mas sinto que, com esse susto todo, acabei tendo vantagens, digamos assim. Porque, quando saímos do hospital e fomos pra casa, eu e David sabíamos estimular eles pra se alimentarem, aprendemos a fazer limpeza de nariz pra respirarem melhor, várias situações que acompanhamos ajudou no nosso processo de aprendizagem também.” Lembra a mamãe.

“Foram muitas torcidas pela saúde e recuperação dos bebês”, ela menciona. Amigos, familiares, colegas de trabalho, todos buscavam dar e demonstrar suporte ao casal. E pós quase 90 dias nesse período de caos, finalmente, o casal agora era uma família de 4, em casa e em segurança.

Quando começamos a entrevista, perguntei pra Aline como ela poderia definir a maternidade em uma frase, e ela me disse de prontidão “ser mãe é o inferno mais maravilhoso que a pessoa pode viver! Digo isso da melhor forma possível, porque é um caos, mas eu não trocaria por nada”.

“Nós estamos de quarentena há milênios” ela fala rindo “Ficamos isolados quando os bebês chegaram em casa, pela fragilidade deles. Então quando começamos a poder sair um pouco, a pandemia veio e ficamos em casa de vez.”

E quanto aos planos pro futuro da família?

“Nós pretendemos mudar para o exterior. Começamos esse planejamento antes da gravidez, mas com tudo que aconteceu, fomos adiando. Agora com a pandemia, o plano estacionou de vez, mas segue uma meta!” Ela comenta “Já colocamos nosso apartamento para alugar, estamos na casa da minha mãe que acaba sendo uma ajuda extraordinária, fora o apego que a Luna e o Nick tem por ela, é lindo de ver, não conseguem desgrudar”.

Já os planos do casal pro dia dos namorados...

“O David ama me fazer surpresas, e embora seja difícil achar um tempinho a sós com os bebês e planos de mudança, vamos comemorar o dia dos namorados com um jantar romântico onde a gente se casou!” Aline comenta empolgada. “Ele é um marido incrível e um pai nota mil. Eu sempre falo que ele não me ajuda a ser mãe, ele é pai e ponto. Faz tudo que pode e mais um pouco pelas crianças e por mim, sou muito sortuda e privilegiada. Mal posso esperar pra fazermos 25 anos de casados, ele me prometeu levar pra Bali, foi nossa primeira viagem juntos quando namorávamos!”

Pra finalizar, Aline conta o melhor e o pior da maternidade. “O pior é definitivamente a insegurança, medo do que vem com o futuro, de não estar fazendo as coisas certas, ainda mais depois do susto que foi o parto deles. É um pouco desgastante porque essa preocupação não passa, ela te acompanha no dia a dia.” por outro lado… “O ponto positivo é finalmente conhecer esse amor que eu tanto ouvi falar na minha vida. É surreal, não tem como comparar. Você faz tudo por eles. É tanto amor que qualquer problema é muito pequeno comparado ao que sentimos.”

E com essa fala, Aline se despede com os gêmeos e David, todos preparados para fazer um lanche no fim da tarde. Como ela mesma disse, é muito amor envolvido!


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O cuidado com a 
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