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Puerpério: como a maternidade pode afetar a saúde mental

O puerpério é uma fase intensa, cheia de mudanças — físicas, emocionais, sociais — que exige adaptação, paciência e cuidado. Neste período delicado, a saúde mental da mãe merece atenção especial. Aqui, vamos entender quais são os desafios mais comuns, como reconhecê-los, e o que ajuda no processo de cuidado e recuperação. 


Pessoa realizando um teste de glicemia,
 uma mulher no puerpério segura seu bebê recém-nascido nos braços. Ela tem pele morena, cabelos longos e escuros, e veste uma camiseta em tom neutro. Seu olhar é pensativo e reflexivo, transmitindo a intensidade das emoções desse momento delicado da maternidade.

O que é o puerpério?

O termo puerpério designa o tempo que se inicia com o nascimento do bebê e vai até aproximadamente o 45º dia após o parto. 


É um período de mudanças em que o corpo da mulher passa por transformações naturais — como a volta do útero ao tamanho normal, a eliminação de secreções após o parto e outras adaptações do organismo. Além disso, a rotina passa por ajustes drásticos: cuidados com o recém-nascido, amamentação, sono interrompido e novas responsabilidades. Todas essas mudanças podem afetar diretamente o bem-estar emocional.



Principais transtornos e sintomas

Nem todos os dias do puerpério são iguais. Muitas mulheres experimentam emoções diversas ao mesmo tempo. Alguns transtornos são mais comuns:


  • Baby blues (tristeza puerperal): aparece entre o segundo e o quinto dia após o parto. É marcado por flutuações de humor, choro fácil, sensação de inadequação, e de vulnerabilidade emocional. Estima-se que acometa cerca de 50 a 80% das mulheres.


  • Depressão pós-parto: mais severa e duradoura que o baby blues, interfere nas atividades diárias, no cuidado com o bebê, no vínculo mãe-filho. Os sintomas podem incluir tristeza persistente, perda de interesse, culpa, alterações no sono e apetite, pensamentos recorrentes de inadequação ou até mesmo ideação suicida. Afeta aproximadamente 10 a 20% das mulheres no pós-parto. 


Psicose puerperal: embora rara, é gravíssima. Pode incluir delírios, alucinações, confusão mental, perda de contato com a realidade — um transtorno que requer intervenção médica urgente.


Outros transtornos podem surgir ou se agravar no pós-parto incluem ansiedade materna, estresse pós-traumático e exaustão emocional.


Fatores de risco

Nem todas as mães vão desenvolver um transtorno mental no puerpério, mas há fatores que elevam a probabilidade:

  • Alterações hormonais naturais desse período. 

  • Histórico psiquiátrico pessoal ou familiar.

  • Gravidez não planejada.

  • Dificuldades no aleitamento materno, choro constante do bebê, cansaço físico e mental intensos. 

  • Pressão social e cultural de “ser a mãe perfeita”, expectativas exageradas do pós-parto ideal.

  • Falta de rede de apoio, isolamento, ausência de suporte emocional e prático


Impactos potenciais

Quando não cuidadas, as questões de saúde mental no puerpério trazem implicações sérias:

  • Afetam o vínculo mãe-bebê, podendo gerar inseguranças no cuidado infantil.

  • Interferem no dia a dia da mãe: atividades básicas, autocuidado, sono, alimentação.

  • Podem gerar consequências para o desenvolvimento emocional da criança, além de prejudicar o bem-estar da família como um todo.

Em casos extremos (psicose puerperal ou depressão profunda), riscos de ideação suicida.


Cuidados e recomendações práticas

Para mães, familiares, parceiros e profissionais, algumas atitudes práticas fazem diferença:

  1. Avaliação e acompanhamento psicológico — buscar ajuda profissional ao notar sintomas persistentes ou intensos; não esperar “passar sozinho”.

  2. Comunicação aberta — poder expressar sentimentos sem julgamentos, compartilhar receios, inseguranças.

  3. Autocuidado — reservar momentos para descanso, higiene do sono, alimentação adequada; permitir-se falhar, permitir-se errar.

  4. Ajustar expectativas — desconstruir o mito da mãe perfeita, permitir imperfeições, entender que cada gestação e cada puerpério são únicos.

  5. Fortalecer a rede de apoio — solicitar ajuda de pessoas próximas, procurar grupos de mães; contar com profissionais de saúde (psicólogos, psiquiatras, enfermagem) quando necessário.


Monitorar sinais de alerta — tristeza persistente, desânimo, desinteresse pelo bebê, distúrbios do sono que se estendem, pensamentos negativos frequentes.

Conclusão

A maternidade é uma jornada de transformações profundas. O puerpério, em especial, impõe desafios extremos à saúde mental materna — mas identificar, acolher e tratar os transtornos puerperais pode transformar esse período de vulnerabilidade em momento de fortalecimento. Com rede de apoio, atenção profissional, cuidado consigo mesma e empatia ao redor, é possível atravessar esse momento com mais serenidade e construir laços saudáveis entre mãe, bebê e família.

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