Cearense lidera pesquisa que pode abrir caminho para cultivo de células-tronco hematopoiéticas

O estudo é liderado pelo cearense Alexander Birbrair, do Departamento de Patologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), de Belo Horizonte.

 

Foram identificados aspectos que eram desconhecidos nos microambientes dos ossos. É nessa localidade do corpo humano que ficam localizados tipos específicos de células-tronco hematopoiéticas.

 

Em entrevista ao O POVO Online, o cearense conta que trabalham nessa pesquisa equipes de vários estados brasileiros e até dos Estados Unidos e do Japão. "Nosso estudo vai trazer melhoramentos, principalmente, para os pacientes que precisam de transplante de medula óssea", afirma Birbrair.

 

Alexander explica que o transplante de medula óssea é necessário para curar patologias como leucemia, tumores sólidos e imunodeficiências e que passam por fortes tratamentos, como quimioterapia e radioterapia, procedimentos letais para células hematopoiéticas. 

 

"Há vezes em que pacientes precisam de mais de um transplante porque o número de células transplantadas pode não ter sido suficiente. E a pessoa pode vir a falecer pela falta", revela. "Nosso objetivo é formar em laboratório um número grande dessas células hematopoiéticas e poder ajudar esses pacientes". 

 

Multiplicação in vitro

O pesquisador afirma que, diferentemente de outras células, as hematopoéticas ainda não são obtidas por multiplicação in vitro de forma eficiente. Quando reproduzidas artificialmente, essas células perdem a capacidade de formar as células sanguíneas.

"Para criar esse ambiente artificial, precisamos compreender muito bem como funcionam no organismo vivo dentro dos ossos. Por isso, temos estudado os nichos onde elas se localizam, já que o osso é formado de várias estruturas e possui diferentes tipos de células", elabora. 

"A origem de todas as células do sangue está nas células-tronco hematopoiéticas, que surgem no desenvolvimento do feto e raramente são formadas novamente na fase adulta", continua. "No indivíduo adulto, a maior parte delas está na medula óssea e algumas poucas no baço".
 

Próximo passo 

A pesquisa ainda é feita em camundongos, mas Alexander conta que as equipes buscam patrocínio para acelerar o estudo. "Agora queremos mimetizar o microambiente da medula óssea humana para chegar a cultivar essas células-tronco hematopoiéicas", destaca. "Em breve queremos estreitar esse laço de pesquisas com a Universidade Federal do Ceará e Universidade Estadual do Ceará". 

Pesquisa brasileira aponta novos rumos para a saúde humana. O artigo publicado na revista científica norte-americana Nature Cell Biology indica que pode haver possibilidade de cultivo em laboratório de células-tronco hematopoiéticas, as células que dão origem a outras células. 

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