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O câncer pode estar no DNA da sua família?

  • 26 de mai.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 27 de mai.



Mulher praticando exercício de prancha em ambiente de academia, demonstrando força e condicionamento físico, conceito ligado a metabolismo ativo, genética e desempenho corporal.


Estudo brasileiro revela mutações hereditárias em 1 a cada 10 pacientes


Um dos maiores estudos genômicos já realizados no Brasil trouxe um alerta importante para a medicina preventiva e para milhares de famílias brasileiras. Segundo pesquisa divulgada recentemente pelo G1, cerca de 1 em cada 10 pacientes com câncer apresenta mutações genéticas hereditárias associadas ao desenvolvimento da doença.


O estudo analisou milhares de brasileiros e identificou alterações genéticas ligadas principalmente a cânceres de mama, ovário, intestino, próstata e outros tumores hereditários. A descoberta reforça algo que especialistas vêm observando há anos: em muitos casos, o câncer pode ter relação direta com alterações genéticas transmitidas dentro da própria família.


Mais do que um dado estatístico, o estudo chama atenção para a importância do rastreamento genético como ferramenta de prevenção, acompanhamento e diagnóstico precoce.


O que é câncer hereditário?

O câncer hereditário acontece quando uma alteração genética é transmitida de geração em geração, aumentando a predisposição ao desenvolvimento de determinados tipos de tumores.

Diferente dos cânceres causados exclusivamente por fatores ambientais ou envelhecimento, os cânceres hereditários estão associados a mutações específicas no DNA.

Essas alterações podem estar presentes desde o nascimento e permanecem silenciosas por muitos anos.

Entre os principais cânceres associados à predisposição genética hereditária estão:

  • Câncer de mama

  • Câncer de ovário

  • Câncer colorretal

  • Câncer de próstata

  • Câncer pancreático

  • Câncer gástrico

  • Melanoma

  • Câncer de tireoide

  • Tumores do sistema nervoso

Em muitos casos, pessoas descobrem essa predisposição apenas após múltiplos diagnósticos na família.


O que o estudo brasileiro revelou?

A pesquisa destacou que milhares de pacientes diagnosticados com câncer apresentavam variantes genéticas patogênicas relacionadas a síndromes hereditárias.

Entre os genes mais frequentemente associados aos casos identificados estão:

  • BRCA1

  • BRCA2

  • TP53

  • MLH1

  • MSH2

  • MSH6

  • PMS2 

Esses genes possuem papel importante no reparo celular e na proteção contra mutações. Quando apresentam alterações, o organismo pode ter maior dificuldade em impedir o crescimento desordenado das células.

Outro ponto importante levantado pelo estudo é que muitos pacientes não tinham conhecimento prévio do risco hereditário.

Isso significa que diversas famílias convivem com predisposição genética sem qualquer investigação preventiva.



Como saber se existe predisposição genética na família?

“Infográfico científico sobre câncer hereditário e investigação genética, com elementos visuais de DNA em tons de azul. A imagem destaca sinais que podem indicar predisposição genética ao câncer, incluindo histórico familiar de câncer, câncer em pessoas jovens, câncer de mama masculino, múltiplos cânceres na mesma pessoa e síndromes hereditárias relacionadas ao DNA.


O papel da genética na prevenção

A medicina genômica vem mudando a forma como a saúde é acompanhada.


Hoje, exames genéticos conseguem identificar mutações associadas ao risco aumentado para determinadas doenças antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas.


Isso permite:

  • Monitoramento mais próximo

  • Estratégias preventivas personalizadas

  • Mudanças de hábitos direcionadas

  • Diagnóstico precoce

  • Planejamento familiar mais consciente

  • Acompanhamento médico individualizado


Em muitos casos, descobrir uma predisposição genética cedo pode aumentar significativamente as chances de prevenção e controle.

Predisposição genética não significa diagnóstico Um ponto importante é entender que possuir uma alteração genética não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá câncer.

A predisposição genética representa um risco aumentado.

Com essas informações, médicos podem definir protocolos de acompanhamento mais estratégicos, exames preventivos específicos e cuidados personalizados para cada perfil genético.

A proposta da genética preventiva é justamente antecipar riscos e permitir decisões mais conscientes sobre saúde.



Exames genéticos e medicina personalizada

A medicina personalizada vem ganhando espaço exatamente por considerar que cada indivíduo possui características genéticas únicas.

Em vez de utilizar apenas protocolos gerais, a análise genética permite compreender fatores biológicos específicos relacionados ao risco de doenças hereditárias.

Essa abordagem vem sendo utilizada globalmente para prevenção de cânceres hereditários, doenças cardiovasculares e outras condições clinicamente relevantes.


O exame de Predisposição Genética da CellPreserve


Na CellPreserve, realizamos o exame de Predisposição Genética voltado para adultos que desejam entender como o DNA pode influenciar o risco de desenvolver cânceres hereditários, doenças cardíacas hereditárias e outras condições relevantes para a saúde.

O exame pode ser realizado a partir de amostra de sangue ou swab bucal e inclui teleconsulta gratuita com especialista em genética para interpretação dos resultados.

O painel genético avalia genes associados a diferentes síndromes hereditárias, incluindo alterações relacionadas aos genes BRCA1, BRCA2, TP53, CHEK2, PALB2 e diversos outros envolvidos em predisposição ao câncer. 


Infográfico médico sobre DNA e câncer hereditário mostrando genes analisados em painel de predisposição genética. A imagem apresenta lista de genes associados ao risco aumentado de câncer hereditário, incluindo BRCA1, BRCA2, TP53, CHEK2 e PALB2, com fundo científico contendo cadeias de DNA e células em tons de azul.


Informação genética também é uma forma de cuidado

Os avanços da medicina genômica estão permitindo que cada vez mais pessoas tenham acesso a informações importantes sobre a própria saúde antes do aparecimento de sintomas.

Entender a relação entre genética e câncer pode ajudar famílias inteiras a adotarem estratégias mais preventivas, individualizadas e conscientes.

Com estudos cada vez mais amplos no Brasil, a tendência é que o rastreamento genético se torne uma ferramenta cada vez mais importante na medicina preventiva moderna.



Referências

G1. O câncer pode estar no DNA da sua família? Maior estudo genômico do Brasil encontra mutação hereditária em 1 a cada 10 pacientes. G1, Saúde, 12 maio 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/05/12/o-cancer-pode-estar-no-dna-da-sua-familia-maior-estudo-genomico-do-brasil-encontra-mutacao-hereditaria-em-1-a-cada-10-pacientes.ghtml





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