NEURÔNIOS DERIVADOS DE CÉLULAS-TRONCO DO SANGUE DO CORDÃO UMBILICAL TORNAM-SE NOVA OPÇÃO TERAPÊUTICA

Médicos vêm utilizando as células-tronco do cordão umbilical e da placenta para o tratamento de diversas doenças imunológicas e metabólicas, por mais de 20 anos.

 

Cientistas do Salk - Instituto de Estudos Biológicos na Califórinia, EUA - converteram células-tronco retiradas do sangue do cordão umbilical em neurônios utilizando uma única proteína, conhecida como um fator de transcrição. Essas células podem ser úteis para o tratamento de uma ampla variedade de doenças neurológicas, incluindo o AVE (Acidente Vascular Encefálico), lesão cerebral traumática e lesão medular.

Os pesquisadores  demonstraram que as células do cordão umbilical originalmente hematopoiéticas, podem ser transformadas em mesenquimais, neste caso em tecido nervoso, células da camada externa do cérebro e da coluna vertebral.


"Este estudo mostra pela primeira vez a conversão direta de uma população pura de células sanguíneas humanas (hematopoiéticas) em células de linhagem neuronal (mesenquimais) pela expressão forçada de um fator de transcrição único", diz Juan Carlos Izpisúa Belmonte, professor do Laboratório de Genética do Salk, que liderou a equipe de pesquisa.

 

“Ao contrário dos estudos anteriores, em que vários fatores de transcrição foram necessários para realizar a conversão de células da pele em neurônios, o nosso método exige apenas um fator de transcrição para converter células tronco do sangue de cordão em neurônios funcionais” – afirma Gage professor de genética do Salk.

 

Os pesquisadores do Salk fizeram uso de um retrovírus para introduzir o Sox 2 - fator de transcrição que atua como um interruptor para o desenvolvimento neuronal em células de cordão umbilical. Após o cultivo das células in vitro, foram descobertas colônias de células que expressavam marcadores neuronais.

 

Além disso, testes comprovaram que as células chamadas INC (Induzidas Neuronais de Células Semelhantes), poderiam transmitir impulsos elétricos, sinalizando-as como neurônios maduros e funcionais. Além disso, as células do sangue de cordão Sox2 infundidas, foram transferidas para um cérebro de camundongo, e foi descoberto que, integradas à rede neuronal existente, eram capazes de transmitir sinais elétricos como neurônios maduros e funcionais.

 

EXPANSÃO CELULAR

“Também os derivados neuronais das células do sangue de cordão, podem ser expandidas sob certas condições e ainda manter a capacidade de se diferenciar em neurônios mais maduros, tanto em laboratório como em um cérebro de cobaia” -  afirma Mo Liu , cientista do laboratório de Belmonte e co-primeira autora, com Alessandra Giorgetti do Centro de Medicina Regenerativa em Barcelona e Carol Marchetto do laboratório do Gage.

 

"Embora as células não tenham sido desenvolvidas para uma determinada

linhagem, como por exemplo, neurônios motores, esperamos gerar subtipos neuronais clinicamente relevantes no futuro. Nós poderíamos usar essas células no futuro para a modelagem de doenças neurológicas como o autismo, esquizofrenia, mal de parkinson ou doença de Alzheimer "diz Marchetto.

 

Segundo Giorgetti, as células-tronco do sangue de cordão umbilical, oferecem uma série de vantagens sobre outros tipos de células-tronco:

 

  1. Não são células estaminais embrionárias e por isso não existem controvérsias.

  2. São mais plásticas do que as células-tronco adultas a partir de fontes como medula óssea, o que as torna mais fáceis de serem convertidas em linhagens celulares específicas.

  3. A coleta das células-tronco do cordão umbilical é indolor, não apresenta riscos para o doador e podem ser armazenados em bancos de sangue para posterior utilização.

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