Cardiomiopatia e Células-Tronco

A Cardiomiopatia é uma doença que afeta o músculo cardíaco, tornando-o aumentado, grosso e rígido. Como resultado, o coração fica menos eficiente para bombear o sangue através do corpo e manter um ritmo elétrico normal. A cardiomiopatia ocorre esporadicamente ou pode ser herdada, podendo afetar pessoas de todas as faixas etárias. No entanto, as pessoas dos grupos de meia-idade são as mais propensas a serem acometidas por certos tipos de cardiomiopatia.

Embora muitas vezes a origem dessa doença seja desconhecida, é possível identificar algumas causas como pressão arterial alta por longo prazo, problemas nas válvulas cardíacas, distúrbios metabólicos (como obesidade, distúrbios da tireóide ou diabetes), deficiências nutricionais de vitaminas ou minerais essenciais e condições genéticas (Cardiopatia congênita).(2)

O fato do sangue de cordão umbilical ser rico em células-tronco tem permitido a sua utilização clínica como fonte alternativa à medula óssea em transplantes. No entanto, estudos recentes têm demonstrado que estas células possuem também um potencial regenerador de outros tecidos lesados, como demonstrado em modelos experimentais de infarto agudo do miocárdio e de acidente vascular cerebral. Embora haja ainda um longo caminho a ser trilhado em relação à expansão in vitro destas células, com o intuito de se obter um número maior para a sua utilização em transplantes e em terapias celulares, dados recentes indicam que elas poderão ser cultivadas e modificadas geneticamente em laboratórios com este propósito.(2,3)
 

Existem cardiomiopatias que necessitam de alguma intervenção, além do tratamento convencional, principalmente em casos pediátricos. Alguns estudos abordam uma nova intervenção, para casos de disfunções valvares por exemplo, à qual dá- se o nome de Engenharia de Tecidos. Esta consiste em uma tentativa de reconstrução dos órgãos ou parte deles afetadas, aonde são feitos moldes através de um material conhecido como polímero biodegradável, que apresenta uma composição muito parecida com a do organismo humano, com alto potencial de degradação, se desfazendo enquanto o órgão é reconstruído ou reparado. Neste tipo de tratamento são implantadas células-tronco de sangue de cordão umbilical no molde com objetivo de fabricar um sistema funcional e substituto viável para o órgão. (1)
 

As células-tronco de sangue de cordão umbilical, incorporadas a essa técnica, conseguem se diferenciar em outras células e mostram-se capazes de amenizar os danos causados no órgão ou até mesmo reestabelecer suas funções.(1) O progresso da cardiologia nos últimos tempos é impressionante, tornando-se evidente que esta área será ainda mais lapidada e evoluída. Novos paradigmas podem firmar-se com o desenvolvimento desses recursos inovadores. Diante dos bons resultados obtidos nas pesquisas essa terapia vem se mostrando promissora.(4)

Opções de tratamento da doença ainda podem envolver o uso de medicamentos, cirurgia, procedimentos não cirúrgicos e mudanças no estilo de vida. As mudanças no estilo de vida incluem parar de fumar, perder excesso de peso, seguir dieta com pouco sal, realizar exercícios físicos moderados, evitar o uso de álcool e drogas, ter sono suficiente, reduzir o estresse e tratar condições que provocam a cardiomiopatia.(1)

Referências: 

1- Use of Human Umbilical Cord Blood-Derived Progenitor Cells for Tissue-Engineered Heart Valves

2- USODASCLULAS-TRONCOAPLICADOCARDIOLOGIA- Rogério Sarmento-Leite, Hans Fernando Dohmann

3- Células-tronco derivadas do sangue de Cordão Umbilical poderiam ser uma alternativa eficaz na reparação de ataques cardíacos.

4- Vrtovec B., Poglajen G., et al. Efeitos do Transplante de células-tronco intracoronária em pacientes com cardiomiopatia dilatada, 2010.

 

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