Doença Residual Mínima e Transplante de Células-Tronco

Câncer é causado por uma alteração a nível celular e que desregula seus mecanismos de controle. Após o tratamento adequado, pacientes considerados com ausência de sinais da doença podem apresentar algumas células cancerígenas em seu organismo. Para esse quadro é dado o nome de Doença Residual Mínima (DRM), cuja proliferação dessas células está associada com a recaída da doença e que podem estar em níveis indetectáveis pelas técnicas convencionais de análise.(1)

Uma pesquisa norte americana, comparou 582 pacientes que passaram por um segundo transplante de células-tronco do sangue utilizando fontes de células diferentes. Sendo elas: sangue de cordão umbilical, medula óssea ou sangue periférico mobilizado. Essas pessoas tinham passado pelo transplante inicialmente para tratar  leucemia aguda ou síndrome mielodisplásica. Nesse segundo transplante, fizeram o acompanhamento dos pacientes  avaliando a sobrevivência e a taxa de recaída dos pacientes de acordo com a fonte de células tronco escolhida (4).

 

Antes de tratar sobre os dados dessa pesquisa , cabe esclarecer o conceito e a importância da compatibilidade entre as pessoas. De forma muito simplificada a compatibilidade seria o quão igual uma pessoa é da outra a nível celular, o que é muito importante para o sucesso de um transplante. Normalmente indivíduos com características imunológicas compatíveis, aparentados ou não, são os doadores  ideais para o tipo de transplante realizado na pesquisa citada acima. Entertanto, existe uma  outra opção para o transplante, que seria  um doador não relacionado* que é parcialmente compatível.(3)

 

Nesse estudo foi possível observar que os pacientes com DRM  que passaram pelo segundo transplante mas que tiveram como fonte de células tronco sangue de cordão umbilical, apresentaram uma taxa de sobrevivência mais alta e e menor taxa de recaída da doença do que quando foi utilizado um doador não relacionado que não tinha total compatibilidade com o paciente. Entretanto , a taxa de sobrevivência dos pacientes transplantados com doadores não relacionados mas com total compatibilidade foi maior do que aqueles transplantados com sangue de cordão umbilical(4).

 

Esses dados mostram que a escolha da fonte de células tronco do sangue deverá ser escolhida caso a caso e que irá depender do quadro do paciente e do doador encontrado para o transplante. Este é um estudo incial, que deve ser melhor entendido , mas que já mostra que variedade de fontes de células-tronco beneficia quem está precisando do transplante (4).

 

A razão pela qual este estudo sugere que se considere o sangue de cordão umbilical quando não se encontra doador não relacionado com total compatibilidade se deve ao conhecimento estabelecido de que transplante com sangue de cordão não precisa de total compatibilidade. Esta maior flexibilidade na busca da compatibilidade ocorre devido a características imunológicas muito particulares das células tronco de sangue de cordão umbilical e isso traz como consequência uma maior chance de encontrar um paciente compatível com aquela unidade de sangue de cordão (2,4).

 

*- doador não relacionado – doador que não tem nenhum grau de parentesco com o receptor do transplante

Referências: 

1-HOFFBRAND A. VICTOR. Fundamentos em hematologia. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.

 

2- ARMAND P, KIM HT, LOGAN BR, et al.Validation and refinement of the Disease Risk Index for allogeneic stem cell transplantation Blood, 2014.

 

3-MARKS DI, WOO KA, ZHONG X, et al. Unrelated umbilical cord blood transplant for adult acute lymphoblastic leukemia in first and second complete remission: a comparison with allografts from adult unrelated donors. Haematologica, 2014.

 

4 – FILIPPO MILANO, M.D; et al. Cord-Blood Transplantation in Patients with Minimal Residual Disease. 2016.

 

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